Presidente da ANAMMA participa de Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental em Porto Alegre

Realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), o Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental chega a sua 10ª edição em 2016. O evento ocorre entre os dias 19 e 21 de outubro de 2016, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.


A temática é Regulamentação Ambiental, Desenvolvimento e Inovação. São três dias de programação, com palestrantes e painelistas nacionais e internacionais apresentando trabalhos em suas áreas de especialização. O evento promove parcerias e networking, através de palestras, painéis, workshops, mostra de negócios e trabalhos científicos. Trabalhos de pesquisa relacionados ao tema estão expostos em paineis digitais no salão externo do evento.


O Presidente Rogério Menezes participou do primeiro painel do dia 19, quarta-feira, com a temática Licenciamento Ambiental, inimigo do desenvolvimento e do crescimento econômico?, junto de Carlos Bochuy – PROAM, Eugenio Spengler - ABEMA e Tiago José Pereira Neto - FIERGS.



Destacam-se as participações de profissionais do exterior. A francesa Françoise Méteyer-Zeldine é conselheira de desenvolvimento sustentável na Embaixada da França. Ela apresentou, na manhã desta quinta-feira (20) um painel sobre planejamento urbano sustentável e licenciamento ambiental. Também natural do país europeu, Véronique Arf-Benayoun é uma das inventoras de um método de plantio voltado para o tratamento de efluentes orgânicos, conhecido como “bambu-saneamento”. Verónique participou de um debate nessa manhã sobre o mercado de serviços ambientais.


Na sexta-feira (21) a atração internacional é Patricia Hormazábal Canales, chilena formada em desenvolvimento urbano e chefe do Escritório de Resíduos no Ministério do Meio Ambiente do Chile. Patrícia vai falar sobre desastres ambientais, desde como prevenir até a recuperação de áreas devastadas.


Coordenadora do simpósio, Jussara Pires acredita que o tema do evento deve ser debatido com relativa urgência e que produzir e preservar o meio ambiente são dois objetivos que nem sempre convivem em harmonia. “Licenças, zoneamentos, padrões de qualidade e outros instrumentos previstos na legislação ambiental brasileira não são as únicas ferramentas para proteção ambiental. Em alguns casos, os custos com monitoramento ambiental impedem a adoção de novas soluções”, critica.


“Queremos discutir que outros instrumentos poderiam ser utilizados para garantir a preservação ambiental e estimular a implantação de projetos mais sustentáveis e como aperfeiçoar as normas de licenciamento já existentes”, pontua Jussara. Ela ainda destaca a presença de especialistas vindos de outros países. “É interessante ver o que as experiências internacionais têm a contribuir na construção de alternativas mais eficazes”, finaliza. Fonte: G1, com adaptações

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